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quarta-feira, 24 de junho de 2009

O tempo é agora! Passeio clitoriano



















O tempo é agora!

É tempo de curar as feridas do passado
Dissipar as amarguras e buracos da estrada
De fechar as dores d'alma machucada.

É tempo de seguir em frente,

Peito erguido, destemido e valente
Cumprir o nosso destino,
Apesar de tantos desatinos

Sem medo de olhar para trás

Sempre confiante, valoroso e intenso
É tempo, de renovar as esperanças,
Para remoçar-se e voltar a ser criança

Redescobrir novas e boas lembranças,

Apostar energias criativas da sua mente
Sonhar com novos horizontes
Sem dar espaço aos pessimismos

É tempo de sarar as mágoas,

E jogar no ralo as decepções
Voltar a ser quem a gente era
De um ser brilhante e talentoso

É tempo de esquecer o tempo

Em que nele faltava o alento
Perdido em frouxas desilusões
Sem captar as boas vibrações

É tempo de levantar a cabeça

Fazer com que a doçura reapareça
E nos meus atos o amor cresça e vença
E sentir novos e bons sentimentos

No bailado suave dos movimentos

Resolver àquelas dores perdidas
Na análise madura das cicatrizes
Dissecar sem medo as varizes

Reconquistar novos caminhos

Traçados nas valiosas experiências
É tempo de sonhar com novos amores
Sem dar importância aos dissabores

Porque o tempo não espera por mim

Somos senhores dos nossos desígnios
Que não escolhe nenhum dos passos
Por sermos nós a damos os seus traços

Não junta os pedaços do nosso coração

Somos quem controla a sua pulsação
O tempo, não volta, nem voltará atrás
O sabor gostoso está agora no hoje

Por isso, é tempo de esquecer o tempo antigo

E reinventar um novo tempo mais amigo
Onde eu esteja pleno e ao lado contigo
E você inteira em meus braços comigo

Dueto: Catarina Camacho e Hildebrando Menezes
Veja o poema em vídeo
O TEMPO É AGORA
http://www.youtube.com/watch?v=6Pjgy5XkoSU


PASSEIO CLITORIANO

Rompendo as curvas da estrada
Do teu derrapante e esguio corpo
Deliro incontidos prazeres mundanos
Ora lentos... Ora rápidos e vibrantes

Pelos teus sussurros soube de um oásis
Por onde goteja uma gruta de framboesa
E ali na boca daqueles lábios um pontinho
Saliente, faceiro e posudo que quer carinho

E me pediu num gemido meio mudo
Que só pela esperteza de meu ouvido
Pecador acostumado aos bons tratados
Escutou o apelo safado para ser explorado

De que querias era o toque mavioso
De meus dedos silenciosos e gulosos
A roçar encantamentos majestosos
Pelos labirintos sequiosos e famintos

E como num elétrico sortilégio
Fico obediente, pronto e saliente
A satisfazer os seus ardentes desejos
Colocando ali meus demorados beijos

E o gozo se deu naquele instante
Para alegria dos céus e dos deuses
Que ouviram pela tua insaciável boca
O grito murmurante do prazer e da loucura

Para orgulho dessa espécie radiante
Que se abriu como uma pétala de flor
Para receber o mais fino e delicado amor
De um amante poderoso e gostoso...

Deixando ali naquele recipiente delicado
O perfume delicioso do seu sexo amoroso
E eles festejam agora em gotas prazerosas
O desabrochar clitoriano no passeio de rosas.

Hildebrando Menezes
Veja o poema em vídeo
PASSEIO CLITORIANO
http://www.youtube.com/watch?v=YwcpeUE4Z0I

2 comentários:

Elba Nara disse...

Ola! Juca sou Glória da boa vista de Sao Caetano Salvador/ Bahia lembra? Sua madrinha de casamento. Gostaria de entra em contato para saber noticias e atualizar os nossos contatos e telefone. Nao sabia que havia se tornado poeta. Seus poemas sao belos. Vou deixar o meu e-mail para nos contactarmos. santosealves@ig.com.br. Beijos! Glória. Aguardo noticias.

intervalo disse...

lindo passeio poeta,beijoss